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sexta-feira, 10 de dezembro de 2010

Dru, você me deve essa!

O que me deixa mais chateado com a Dru é essa pose de super-heroína que ela tenta passar. A garota só tem 16 anos e pensa que pode se virar sozinha contra um bando de monstros e assombrações.

Não que eu seja a pessoa mais indicada para ajudá-la. Ser atacado por entidades que eu pensava que existiam apenas em filmes de terror é uma coisa nova pra mim e é claro que eu ainda não me adaptei ao tal “mundo real”. Mas daí a deixar a Dru sair sozinha depois de uma coisa tentar arrombar a nossa porta é um pouco demais.

Como a menina é um poço de teimosia, tive que gritar, correr e literalmente me atirar em cima dela pra que a Dru entendesse que ela me deve essa. Ela não pode simplesmente me atirar nessa história maluca e depois me deixar em casa. Não mesmo!

E isso nem é o pior: depois de todo esse esforço, Dru me levou para uma cafeteria infecta apenas para fazer uma ligação. E pela cara dela depois de sair da cabine telefônica, o que ela ouviu não deve ter sido nada legal. No mínimo a Dru vai entrar em outra furada e é claro que eu não vou deixá-la sozinha nessa.

quinta-feira, 2 de dezembro de 2010

Susto matinal...

A manhã começou agitada. Fui acordada pelo Graves, que quase caiu em cima de mim na cama, usando apenas uma cueca. Mas se isso foi bizarro, mal sabia eu o que aconteceria depois.

Graves me avisou que tinha alguém estranho lá fora. Quando fui ver quem poderia ser, pude ouvir as batidas na porta. Senti meu famoso arrepio, aquele que indicava perigo, eu sabia com certeza que tinha algo bem desagradável do lado de fora. E eu estava sem a droga das minhas armas! Parece que a pessoa – ou a coisa – notou nossa aproximação e parou de bater.

Pude ver algo se mexendo pela fresta da porta. Agradeci muito à minha avó por ter me ensinado a “fechar” a casa com suas magias. O feitiço parece que estava impedido a....coisa de entrar. Ela arranhou de leve a porta e fiquei imaginando o que faria se ela conseguisse entrar. ..

sexta-feira, 26 de novembro de 2010

Tem gente querendo saber da Dru...

O sumiço do Dwight trouxe duas consequências pro meu bar: primeiro perdi dois clientes – o Dwight e a sua filha Dru –, segundo, os informantes que vivem perambulando por aqui perderam uma fonte de renda. E sem uma fonte de renda, eles não consomem minhas bebidas.

Mas parece que o mercado das informações sobre o mundo real está voltando a aquecer. Andam perguntando pela Dru o tempo todo e isso, na maioria das vezes, significa problemas.

Como não me meto na vida dos meus clientes, só me resta torcer pra que a Dru esteja bem. Espero que a menina saiba se virar sem a ajuda do pai.

terça-feira, 23 de novembro de 2010

O que será que a Dru quer?

Ahn....

O que...o que aconteceu? Por que estou sem roupas?

E...POR QUE ESTOU AMARRADO NESSA CAMA?!?!?!

Calma Graves, calma. Se concentra. Você estava com a Dru no Shopping e aí...e aí...Lembrei! Apareceu um monte de bichos esquisitos e um deles me machucou e a Dru me trouxe pra casa dela... Mas por que diabos precisava me amarrar na cama? Hmmmm...será que ela está pensando em...Ah! Seria muito bom pra ser verdade.

Mas...e se eu tiver que ir ao banheiro?!?!?

quarta-feira, 17 de novembro de 2010

Quase um amigo


Quando Graves sugeriu que eu ficasse no shopping, perguntei várias vezes se ele estava de zoeira. Mas depois do que aconteceu com meu pai, eu precisava confiar em alguém e não havia outra pessoa. Parecia bizarro, mas no momento ele era tudo o que eu tinha.

À noite, os corredores vazios eram muito diferentes, sem aquele monte de gente andando pra lá e pra cá. O que eu mais precisava era de silêncio para descobrir o que iria fazer. Minha vida estaá uma completa zona.

É difícil admitir, mas agora, o Graves é o que tenho de mais parecido com um amigo. Acho até que o garoto está de olho em mim, ele está me ajudando muito. Mas não posso me empolgar... Se me deixar levar por essa amizade, posso colocar em risco a segurança do Graves.

quarta-feira, 20 de outubro de 2010

Vida de barman não é fácil

Servindo bebidas nesse bar pouco recomendado já vi mais coisas estranhas do que a maioria das pessoas. Os clientes – um monte de gente quieta e com cara de poucos amigos – parecem normais num primeiro olhar, mas quem tem uma visão mais apurada logo percebe que de normal eles não têm nada.

Vejam por exemplo o Dwight. Vem sempre ao bar, me pede uma dose de Bourbon Jim Beam e sai por aí fazendo perguntas. Devia saber que em um bar como esse, os curiosos não são bem vistos. E raramente têm um final feliz por aqui.

Pior ainda quando ele aparece com aquela menina. Ele não costuma falar sobre isso, mas deve ser a filha dele. Ela sempre fica no balcão, bebendo um refrigerante, enquanto o Dwight vai fazer suas perguntas. As vezes ela fica com o olhar fixo em um ponto do bar, como se visse algo que apenas ela pode enxergar.

É uma menina estranha. Deve ser mesmo filha do Dwight.

quinta-feira, 14 de outubro de 2010

Seja bem-vindo ao meu estranho mundo

Meu nome é Dru Anderson. Com 16 anos, estou longe de viver uma vida normal. Ainda criança, perdi minha mãe e vi meu pai sumir no mundo. Fui criada pela minha avó - uma velha sábia e praticante de magia.

E essa é a parte boa da história. Depois que meu pai voltou para me buscar na casa da Vovó, vivemos cruzando o país caçando criaturas sobrenaturais. Isso é incomum o bastante para vocês?

Mas, pensando bem, melhor isso que aturar a mesma chatice que as garotas da minha idade tem que tolerar. Escolas, líderes de torcida, ‘mauricinhos’. Acho bem mais interessante procurar um boteco que nos leve ao mundo real.

Vocês não sabem o que é o mundo real? Posso até contar, mas não quero ninguém se arrependendo depois!