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sexta-feira, 12 de novembro de 2010
Dru me perdoe!
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terça-feira, 9 de novembro de 2010
Não quero perder meus clientes...
Essa noite o Dwight Anderson apareceu aqui no bar. Veio ao balcão, pediu o bourbon de sempre, mas sua cara estava diferente. Parecia mais preocupado, tenso. Talvez por isso não tenha trazido a sua filha.
Ele não bebeu no balcão, preferiu uma mesa de canto, discreta. Parecia estar esperando por alguém, o que se confirmou algum tempo depois. O problema foi o Dwight querer conversar justamente com o sujeito com a maior pinta de informante da região. Geralmente quem se mete com esse cara não costuma se dar bem.
Os dois saíram ainda agora. Se o Dwight não voltar depois dessa noite, espero que ao menos sua filha continue a frequentar o bar. Diminuir a freguesia nunca é bom.
Ele não bebeu no balcão, preferiu uma mesa de canto, discreta. Parecia estar esperando por alguém, o que se confirmou algum tempo depois. O problema foi o Dwight querer conversar justamente com o sujeito com a maior pinta de informante da região. Geralmente quem se mete com esse cara não costuma se dar bem.
Os dois saíram ainda agora. Se o Dwight não voltar depois dessa noite, espero que ao menos sua filha continue a frequentar o bar. Diminuir a freguesia nunca é bom.
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segunda-feira, 1 de novembro de 2010
Que minha Dru fique bem...
Não queria ter que sujeitar minha filha a passar sua adolescência vagando pelo país e muito menos a parar nessa cidadezinha que não para de nevar. Mas é inevitável. A missão que me obrigo a cumprir não nos permite o luxo de ter residência fixa. Dru não sabe ao certo a razão desse nosso vai-e-vem. No momento certo, contarei tudo e tenho certeza que ela vai entender.
Hoje encontrarei um informante no bar. Ele me dará uma pista quente sobre o alvo que há tanto tempo procuro. Estar tão próximo do meu maior inimigo é excitante e assustador. Confesso que temo pelos perigos que terei que passar.
A Dru queria ter vindo comigo, mas não pude deixar que ela corresse tamanho risco. Espero que ela fique bem. Seja qual for o meu destino após essa noite.
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quarta-feira, 20 de outubro de 2010
Vida de barman não é fácil
Servindo bebidas nesse bar pouco recomendado já vi mais coisas estranhas do que a maioria das pessoas. Os clientes – um monte de gente quieta e com cara de poucos amigos – parecem normais num primeiro olhar, mas quem tem uma visão mais apurada logo percebe que de normal eles não têm nada.
Vejam por exemplo o Dwight. Vem sempre ao bar, me pede uma dose de Bourbon Jim Beam e sai por aí fazendo perguntas. Devia saber que em um bar como esse, os curiosos não são bem vistos. E raramente têm um final feliz por aqui.
Pior ainda quando ele aparece com aquela menina. Ele não costuma falar sobre isso, mas deve ser a filha dele. Ela sempre fica no balcão, bebendo um refrigerante, enquanto o Dwight vai fazer suas perguntas. As vezes ela fica com o olhar fixo em um ponto do bar, como se visse algo que apenas ela pode enxergar.
É uma menina estranha. Deve ser mesmo filha do Dwight.
Vejam por exemplo o Dwight. Vem sempre ao bar, me pede uma dose de Bourbon Jim Beam e sai por aí fazendo perguntas. Devia saber que em um bar como esse, os curiosos não são bem vistos. E raramente têm um final feliz por aqui.
Pior ainda quando ele aparece com aquela menina. Ele não costuma falar sobre isso, mas deve ser a filha dele. Ela sempre fica no balcão, bebendo um refrigerante, enquanto o Dwight vai fazer suas perguntas. As vezes ela fica com o olhar fixo em um ponto do bar, como se visse algo que apenas ela pode enxergar.
É uma menina estranha. Deve ser mesmo filha do Dwight.
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quinta-feira, 14 de outubro de 2010
Seja bem-vindo ao meu estranho mundo
Meu nome é Dru Anderson. Com 16 anos, estou longe de viver uma vida normal. Ainda criança, perdi minha mãe e vi meu pai sumir no mundo. Fui criada pela minha avó - uma velha sábia e praticante de magia.
E essa é a parte boa da história. Depois que meu pai voltou para me buscar na casa da Vovó, vivemos cruzando o país caçando criaturas sobrenaturais. Isso é incomum o bastante para vocês?
Mas, pensando bem, melhor isso que aturar a mesma chatice que as garotas da minha idade tem que tolerar. Escolas, líderes de torcida, ‘mauricinhos’. Acho bem mais interessante procurar um boteco que nos leve ao mundo real.
Vocês não sabem o que é o mundo real? Posso até contar, mas não quero ninguém se arrependendo depois!
E essa é a parte boa da história. Depois que meu pai voltou para me buscar na casa da Vovó, vivemos cruzando o país caçando criaturas sobrenaturais. Isso é incomum o bastante para vocês?
Mas, pensando bem, melhor isso que aturar a mesma chatice que as garotas da minha idade tem que tolerar. Escolas, líderes de torcida, ‘mauricinhos’. Acho bem mais interessante procurar um boteco que nos leve ao mundo real.
Vocês não sabem o que é o mundo real? Posso até contar, mas não quero ninguém se arrependendo depois!
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