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quarta-feira, 17 de novembro de 2010

Quase um amigo


Quando Graves sugeriu que eu ficasse no shopping, perguntei várias vezes se ele estava de zoeira. Mas depois do que aconteceu com meu pai, eu precisava confiar em alguém e não havia outra pessoa. Parecia bizarro, mas no momento ele era tudo o que eu tinha.

À noite, os corredores vazios eram muito diferentes, sem aquele monte de gente andando pra lá e pra cá. O que eu mais precisava era de silêncio para descobrir o que iria fazer. Minha vida estaá uma completa zona.

É difícil admitir, mas agora, o Graves é o que tenho de mais parecido com um amigo. Acho até que o garoto está de olho em mim, ele está me ajudando muito. Mas não posso me empolgar... Se me deixar levar por essa amizade, posso colocar em risco a segurança do Graves.

quarta-feira, 20 de outubro de 2010

Vida de barman não é fácil

Servindo bebidas nesse bar pouco recomendado já vi mais coisas estranhas do que a maioria das pessoas. Os clientes – um monte de gente quieta e com cara de poucos amigos – parecem normais num primeiro olhar, mas quem tem uma visão mais apurada logo percebe que de normal eles não têm nada.

Vejam por exemplo o Dwight. Vem sempre ao bar, me pede uma dose de Bourbon Jim Beam e sai por aí fazendo perguntas. Devia saber que em um bar como esse, os curiosos não são bem vistos. E raramente têm um final feliz por aqui.

Pior ainda quando ele aparece com aquela menina. Ele não costuma falar sobre isso, mas deve ser a filha dele. Ela sempre fica no balcão, bebendo um refrigerante, enquanto o Dwight vai fazer suas perguntas. As vezes ela fica com o olhar fixo em um ponto do bar, como se visse algo que apenas ela pode enxergar.

É uma menina estranha. Deve ser mesmo filha do Dwight.

quinta-feira, 14 de outubro de 2010

Seja bem-vindo ao meu estranho mundo

Meu nome é Dru Anderson. Com 16 anos, estou longe de viver uma vida normal. Ainda criança, perdi minha mãe e vi meu pai sumir no mundo. Fui criada pela minha avó - uma velha sábia e praticante de magia.

E essa é a parte boa da história. Depois que meu pai voltou para me buscar na casa da Vovó, vivemos cruzando o país caçando criaturas sobrenaturais. Isso é incomum o bastante para vocês?

Mas, pensando bem, melhor isso que aturar a mesma chatice que as garotas da minha idade tem que tolerar. Escolas, líderes de torcida, ‘mauricinhos’. Acho bem mais interessante procurar um boteco que nos leve ao mundo real.

Vocês não sabem o que é o mundo real? Posso até contar, mas não quero ninguém se arrependendo depois!